sábado, 9 de julho de 2016

Voltando

é muito bom reler o que vc mesmo escreveu e lembrar que tinha esquecido o que sabia quando escreveu. é muito bom poder aprender com um novo olhar o que já tinha visto antes mas não registrou na mente ou no coração. é muito bom poder aprender e reaprender com velhos traços nas cavernas esquecidas pelo tempo e redescobertas para uma velha e sempre nova busca. busca por conhecer e ensinar um pouco e sempre mais sobre nossa passagem por estas terras - para além de ser apenas um mito das cavernas.

ando lendo reaprendendo e voltando para este velho blog - alimentando os peixes.

domingo, 19 de janeiro de 2014

A MORTE DO PECADO

Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós...

Comparável a essa frase em seu conteúdo esmagador somente uma outra:

Ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...

Ambas referem-se ao Cordeiro de Deus, a Jesus, o Senhor.

O que me choca é que está tudo feito e acabado, menos para quem diz “crer”. Os que “crêem” não sabem que ainda não crêem, ou não sabem no que crêem. Pois se o soubessem, saberiam que a Lei morreu em Cristo; que a força do pecado é a Lei, mas que com sua morte, ela, a Lei, já não tem poder sobre nós. Ora, essa morte da Lei matou a força do pecado, pois onde não há Lei, também não há transgressão. Assim, o que Jesus Pagou por nós, está Pago para sempre. Mas quem crê?

Então você pergunta: Se é assim, como então nós ainda pecamos?

Ora, o pecado que eu peco é fruto de minha queda, mas já não carrega em si mesmo o poder de me matar, tanto quanto já não carrega mais o poder de me fazer “compulsivo”, pelo simples fato de que em minha consciência ele já não se faz acompanhar da condenação da morte.

É o medo da morte e a certeza da condenação o poder que gera toda compulsão!

O pecado faz mal ao meu ser, mas já não tem o poder de daná-lo, se se está confiante no poder e na consumação do que Jesus já fez por nós. Afinal, o pecado só existe em mim, mas já não existe como algo que pende como espada da morte sobre minha cabeça. Eu estou em Cristo!

Já não há mais nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus!

Agora eu ouço:

Filhinhos meus, não pequeis; se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai; Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos nossos próprios, mas inda pelos do mundo inteiro!

O Deus que se fez carne também se fez pecado por nós!

E certamente Ele não fez isto para que continuasse tudo igual. Tem que haver um fato-fator-real que decorra dessa ação. O fato real é um só: o pecado existe na vida de cada um de nós, mas já não existe como condenação. O fato do pecado em mim é inegável. Todavia, é também inegável que ele já não tem poder sobre mim.

Como? Não tem poder? Como?

Ele existe como produção de minha carne (corpo-totalidade-do-ser), pois faz parte de minha constituição caída. Hoje ele pertence à dimensão de minha animalidade não elevada em consciência, pois ainda está presa à minha condição de “egoísta-essencial”. No entanto, o pecado virou gripe: amolece, mas já não me mata.

Então, eu constato o pecado em mim. Grito: “Desventurado sou!”. Mas meu grito já não ecoa para a eternidade, não ecoa nem mesmo no tempo, exceto em mim, que me entristeço comigo mesmo. Entretanto, ele já não passa daí. Pois a Lei do Espírito e da Vida em Cristo, me libertou da Lei do pecado e da morte!

Agora, se creio no que “está feito”, vivo pelo que Ele fez por mim, não em razão do que eu, mesmo crendo, ainda faço contra mim.

Aquele que não teve pecado Deus o fez pecado por nós, para que nós que pecamos já não sejamos pecado, mas sem pecado Nele, que nunca tendo pecado, foi feito pecado em meu lugar.

A lógica é uma só: quem nunca foi...foi feito...para que quem é...possa já não ser, mesmo que ainda seja...pois mesmo sendo, só o é para si mesmo...mas não mais para Aquele que por nós se fez aquilo que Ele mesmo não era...para que nós que somos...já não o sejamos como quem em sendo morre do é.

Quem eu sou já não me mata!

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!

Com efeito Deus condenou na carne o pecado!

Com efeito a condenação do pecado aconteceu na Cruz!

Com efeito, quem crê já está liberto; ainda que pratique a sua própria liberdade tomando consciência de que quem ele é, o é em Cristo; não em si-mesmo.

Com o pecado morto, e com a Lei sepultada, o que sai da morte e da sepultura não é mais o que me mata, mas o que me salva.

Cristo morreu pelas nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação!

Eu sei, no entanto, que é muito difícil crer na pregação. Isaías ainda pergunta: Quem creu na pregação?

Ora, pouca gente crê!

Quem dera essas multidões que confessam a Jesus como Senhor soubessem e cressem também; e quem dera que sobretudo cressem no que “os penosos trabalhos de sua alma” realizaram por todos nós!

A promessa divina era que o Salvador veria os resultados dos “penosos trabalhos de sua alma e ficaria satisfeito; pois que como o Seu ‘conhecimento’ Ele justificaria a muitos”.

Há um conhecimento a ser apreendido!

Somos salvos pela fé. Mas há um “saber em fé” que é o “conhecimento” da justificação já realizada.

É esse “conhecimento em fé” é aquilo que nos mergulha no descanso que declara: “o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras nós fomos sarados”.

Para mim já está pago!

Não aceito nem mesmo os débitos que minha carne me apresenta para que eu os pague. Olho, constato, e declaro: “Todo escrito de dívidas foi encravado na Cruz”.

Eu não creio em mim, mas Deus sabe que eu creio na pregação!

Nele, que Resolveu para sempre,

Caio Fábio

sábado, 7 de dezembro de 2013






Por Flávio Santos
E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.  João 19:30

Após Jesus ter tomado o vinagre que os soldados lhe deram, disse, Está consumado, e entregou o seu espírito. Esta foi a sexta palavra, das sete pronunciadas por Jesus na cruz, antes de entregar a sua vida. Estando no tempo perfeito, significa: "foi e para sempre será consumado". Muito embora no texto grego seja apenas uma palavra, Tetelestai, a tradução para o português fica “Está consumado” ou “Está terminado”. 

Mas o que realmente foi consumado na Cruz? 

Foram tantas coisas consumadas naquele momento glorioso, mas vamos, neste post, apenas falar sobre a consumação da nossa redenção. 

Redenção é o que Jesus fez na cruz por nós, quando nos resgatou da prisão do pecado e nos levou para liberdade de, novamente, nos relacionar com Deus. 

Jesus consumou a obra da redenção em pelo menos três aspectos. A hora havia chegado, e Jesus sabia disso, por isso usa estas palavras – Está consumado. Apenas uma palavra, mas com grandes significados.

Do ponto de vista da cruz, Jesus consumou os terríveis sofrimentos que aqueles momentos lhe impuseram, era necessário que aqueles momentos de dores e angústias fossem consumados, para efetivar a obra da redenção.

Jesus consumou a redenção, redimindo os pecados do seu povo, outorgando a estes a salvação pela obra da cruz, despojando assim, satanás de seu poder sobre os salvos.

Jesus, também, consumou a obra da redenção, glorificando a Deus, pois aquele momento era propósito do Pai para Ele e para a humanidade. 

Quando Jesus disse está consumado, terminado, cumprido, disse que tudo quanto havia para se fazer para obter a graça da redenção foi pago na cruz. Isto quer dizer, que toda obra ou mérito humano, foi despido de poder para qualquer coisa que a morte de Jesus na Cruz já não tenha feito.

Por isso, a cruz humilha o homem e mostra quem ele realmente é, um pecador impossibilitado de alcançar redenção por si só.

Tetelestai deixa o homem nú diante daquele que irá vestí-lo com as roupas da redenção. 

A sua vida não foi tirada, Ele a deu por amor ao seu povo. Naquele momento, Jesus entregou a sua vida, cumprindo a vontade do Pai em redimir o mundo dos seus pecados e, conceder, por amor e graça, a salvação pela morte de seu Filho na cruz. 

A morte e o diabo não seriam capazes de lhe tirar a vida, mas o Pastor da graça deu a sua vida, espontaneamente. 

Para que se tenha uma ideia sobre o significado de Tetelestai, era afixada à porta do cárcere a lista de todos os débitos pelos quais o indivíduo havia sido preso. Quando ele terminava de cumprir o tempo de prisão, era selada a folha da lista de débitos com a palavra Tetelestai, está pago, significando que ele estava livre, porque o débito estava pago, a dívida estava acabada. A nossa dívida, tempo nenhum de prisão poderia acabar. Por isso, Cristo teve que consumá-la por nós. 

O que está consumado, consumado está! 

O que está terminado, terminado está! 

Apenas descanse nisto. 



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Feliz Aniversário, meu filho!

Que o Senhor seja sempre luz para teus olhos e lâmpada para teus pés!
Deus te abençoe sempre!

sábado, 30 de março de 2013



É interessante ver como certas coisas que fizeram parte de nosso viver e que, por um motivo ou outro, se tornaram inquestionáveis, sejam impactadas por uma verdade maior. Um bom exemplo do que digo é o 'sábado de Aleluia'. Tenho poucas, mas fortes, lembranças desse dia em Manaus. A grande alegria, o ponto alto, era a feitura de um Judas para depois ser queimado. Se congelarmos essa imagem de lembranças e emoções e olharmos 'de fora', certamente ficaremos chocados ao vermos crianças sendo instruídas em nome da fé e da 'semana santa' a espancar e a queimar alguém em praça pública. Um linchamento premeditado que se dava sob o consentimento de pais cheios de orgulho por amor a Cristo. Que coisa grotesca! Que barbárie!
Hoje, independentemente da fé que alguém tenha ou não, se o fato em si já é uma aberração, imagine à luz do Evangelho! O Homem-Deus que morreu pela reconciliação da humanidade com seu Criador, perdoando tudo e a todos e cujo vizinho de crucificação, arrependido, recebe a promessa do paraíso no mesmo dia e sem o devido batismo... ser homenageado com um linchamento! É algo realmente sem noção! Uma violação ao Evangelho. Deus cria / o homem des-cria e empurra pra gente um monte de porcaria!
Gosto de pensar que o sábado de 2013 anos atrás foi um sábado de expectação. Um sábado em suspense. Um sábado que seria definitivo para a fé; para a esperança. Para a redenção do homem e para a certeza de que ele nunca mais estaria sozinho. E, por isso mesmo, o verdadeiro grito de Aleluia se daria no domingo, com a Esperança ressuscitada. Mas hoje já podemos - eu posso! antecipar essa Aleluia porque tudo 'já foi consumado'. E, graças também a Deus, o Judas não precisa mais ser queimado. Aleluia! uma outra vez.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cantinho da Poesia


EM  MEIO  AO  CAOS, CONSTRUIR  O SILÊNCIO  
(Theresa Catharina de Góes Campos)

Um recanto íntimo que se descobre
em meio às explosões ininterruptas
de ruídos, gritos, exclamações que,
se tivessem de ser interrompidas...
nada de importante se perderia.
Um porto seguro para os sentimentos,
uma viagem sem pressa nem roteiro;
uma parada sem qualquer previsão,
por desconhecimento das escalas;
sem que visíveis, planejadas rotas,
tenham já nascido como sonhadas
peregrinações a catedrais famosas.
Em meio a tanto caos, não mais
inutilmente identificado como tal...
a descoberta deste recanto íntimo
fértil, criativo, apesar de inaudível;
de um dinamismo ímpar, original
porque na individualidade existe.
Com surpresa, vemos no coração
uma área sagrada, na intimidade
de possíveis águas tranquilas. 
Um território abençoado... onde
os sentimentos seriam os limites
únicos; uma estrada desimpedida,
onde a imobilidade ali permitida,  
nos vôos dos pensamentos íntimos,
com paciência, em meio ao caos,
não desistiu de construir o silêncio.