sábado, 7 de dezembro de 2013






Por Flávio Santos
E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.  João 19:30

Após Jesus ter tomado o vinagre que os soldados lhe deram, disse, Está consumado, e entregou o seu espírito. Esta foi a sexta palavra, das sete pronunciadas por Jesus na cruz, antes de entregar a sua vida. Estando no tempo perfeito, significa: "foi e para sempre será consumado". Muito embora no texto grego seja apenas uma palavra, Tetelestai, a tradução para o português fica “Está consumado” ou “Está terminado”. 

Mas o que realmente foi consumado na Cruz? 

Foram tantas coisas consumadas naquele momento glorioso, mas vamos, neste post, apenas falar sobre a consumação da nossa redenção. 

Redenção é o que Jesus fez na cruz por nós, quando nos resgatou da prisão do pecado e nos levou para liberdade de, novamente, nos relacionar com Deus. 

Jesus consumou a obra da redenção em pelo menos três aspectos. A hora havia chegado, e Jesus sabia disso, por isso usa estas palavras – Está consumado. Apenas uma palavra, mas com grandes significados.

Do ponto de vista da cruz, Jesus consumou os terríveis sofrimentos que aqueles momentos lhe impuseram, era necessário que aqueles momentos de dores e angústias fossem consumados, para efetivar a obra da redenção.

Jesus consumou a redenção, redimindo os pecados do seu povo, outorgando a estes a salvação pela obra da cruz, despojando assim, satanás de seu poder sobre os salvos.

Jesus, também, consumou a obra da redenção, glorificando a Deus, pois aquele momento era propósito do Pai para Ele e para a humanidade. 

Quando Jesus disse está consumado, terminado, cumprido, disse que tudo quanto havia para se fazer para obter a graça da redenção foi pago na cruz. Isto quer dizer, que toda obra ou mérito humano, foi despido de poder para qualquer coisa que a morte de Jesus na Cruz já não tenha feito.

Por isso, a cruz humilha o homem e mostra quem ele realmente é, um pecador impossibilitado de alcançar redenção por si só.

Tetelestai deixa o homem nú diante daquele que irá vestí-lo com as roupas da redenção. 

A sua vida não foi tirada, Ele a deu por amor ao seu povo. Naquele momento, Jesus entregou a sua vida, cumprindo a vontade do Pai em redimir o mundo dos seus pecados e, conceder, por amor e graça, a salvação pela morte de seu Filho na cruz. 

A morte e o diabo não seriam capazes de lhe tirar a vida, mas o Pastor da graça deu a sua vida, espontaneamente. 

Para que se tenha uma ideia sobre o significado de Tetelestai, era afixada à porta do cárcere a lista de todos os débitos pelos quais o indivíduo havia sido preso. Quando ele terminava de cumprir o tempo de prisão, era selada a folha da lista de débitos com a palavra Tetelestai, está pago, significando que ele estava livre, porque o débito estava pago, a dívida estava acabada. A nossa dívida, tempo nenhum de prisão poderia acabar. Por isso, Cristo teve que consumá-la por nós. 

O que está consumado, consumado está! 

O que está terminado, terminado está! 

Apenas descanse nisto. 



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Feliz Aniversário, meu filho!

Que o Senhor seja sempre luz para teus olhos e lâmpada para teus pés!
Deus te abençoe sempre!

sábado, 30 de março de 2013



É interessante ver como certas coisas que fizeram parte de nosso viver e que, por um motivo ou outro, se tornaram inquestionáveis, sejam impactadas por uma verdade maior. Um bom exemplo do que digo é o 'sábado de Aleluia'. Tenho poucas, mas fortes, lembranças desse dia em Manaus. A grande alegria, o ponto alto, era a feitura de um Judas para depois ser queimado. Se congelarmos essa imagem de lembranças e emoções e olharmos 'de fora', certamente ficaremos chocados ao vermos crianças sendo instruídas em nome da fé e da 'semana santa' a espancar e a queimar alguém em praça pública. Um linchamento premeditado que se dava sob o consentimento de pais cheios de orgulho por amor a Cristo. Que coisa grotesca! Que barbárie!
Hoje, independentemente da fé que alguém tenha ou não, se o fato em si já é uma aberração, imagine à luz do Evangelho! O Homem-Deus que morreu pela reconciliação da humanidade com seu Criador, perdoando tudo e a todos e cujo vizinho de crucificação, arrependido, recebe a promessa do paraíso no mesmo dia e sem o devido batismo... ser homenageado com um linchamento! É algo realmente sem noção! Uma violação ao Evangelho. Deus cria / o homem des-cria e empurra pra gente um monte de porcaria!
Gosto de pensar que o sábado de 2013 anos atrás foi um sábado de expectação. Um sábado em suspense. Um sábado que seria definitivo para a fé; para a esperança. Para a redenção do homem e para a certeza de que ele nunca mais estaria sozinho. E, por isso mesmo, o verdadeiro grito de Aleluia se daria no domingo, com a Esperança ressuscitada. Mas hoje já podemos - eu posso! antecipar essa Aleluia porque tudo 'já foi consumado'. E, graças também a Deus, o Judas não precisa mais ser queimado. Aleluia! uma outra vez.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cantinho da Poesia


EM  MEIO  AO  CAOS, CONSTRUIR  O SILÊNCIO  
(Theresa Catharina de Góes Campos)

Um recanto íntimo que se descobre
em meio às explosões ininterruptas
de ruídos, gritos, exclamações que,
se tivessem de ser interrompidas...
nada de importante se perderia.
Um porto seguro para os sentimentos,
uma viagem sem pressa nem roteiro;
uma parada sem qualquer previsão,
por desconhecimento das escalas;
sem que visíveis, planejadas rotas,
tenham já nascido como sonhadas
peregrinações a catedrais famosas.
Em meio a tanto caos, não mais
inutilmente identificado como tal...
a descoberta deste recanto íntimo
fértil, criativo, apesar de inaudível;
de um dinamismo ímpar, original
porque na individualidade existe.
Com surpresa, vemos no coração
uma área sagrada, na intimidade
de possíveis águas tranquilas. 
Um território abençoado... onde
os sentimentos seriam os limites
únicos; uma estrada desimpedida,
onde a imobilidade ali permitida,  
nos vôos dos pensamentos íntimos,
com paciência, em meio ao caos,
não desistiu de construir o silêncio.