SÓ PODE MATUTAR QUEM É MATUTO - SÓ É MATUTO QUEM SABE QUE NADA SABE - SÓ MATUTA - SOMENTE QUEM PENSA QUE SABE - SABE O QUE É UM MATUTO - MAS O QUE O MATUTO DE FATO NÃO SABE - É QUE QUEM PENSA QUE SABE O QUE É UM MATUTO - NADA SABE - PENSANDO SABER TUDO.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Nietzsche, Paulo e os atenienses
Sócrates, 399 a.C foi julgado no areópago

"Atenienses, em tudo vos vejo muitíssimo tementes aos deuses. Pois, passando e observando os objetos do vosso culto, achei um altar, em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Aquele, pois, que vós honrais não o conhecendo, vos anuncio".
"Sendo de origem divina, não devemos imaginar nunca que a divindade se assemelha ao ouro, à prata, esculpida pela arte e pelo gênio do homem." (Paulo - Atos dos Apóstolos)
A exposição paulina foi curta. Disse à platéia dos aeropagitas que considerava os atenienses o povo mais religiosos do mundo porque, quando visitava a cidade, em meio a incontáveis estátuas de deuses encontrara uma inscrição singular que lhe chamara a atenção: "ao Deus Desconhecido", dizia ela. Naquele cidade até um deus que ninguém sabia quem era, ou quem fosse, era digno de veneração! A existência desse deus abstrato entre tantos outros cultuados, mostrara a Paulo ter o nascente cristianismo um ponto em comum com os atenienses, pois o Deus que ele pregava "não habita em templo feito por mão humana" e, igualmente, "não é servido por mãos humanas". Era, pois, também um "Deus desconhecido", que paira sobre tudo e esta acima de tudo. Um colosso desses não precisa de templos. Por isto mesmo, observou Paulo, o verdadeiro templo dele é formado por seus fiéis seguidores. Fora Ele quem fizera o homem original de onde todo o resto provém, fixando os tempos e os limites da sua habitação. Disto procede sermos uma raça divina, trazendo em nosso interior o sopro divino. Um Senhor assim, tão magnifico, não pode ser seduzido por ouro, prata, ou ser reproduzido em pedra, ou qualquer outra matéria esculpida pelo engenho humano. Aliás, foram tais reproduções dos deuses, aquela compulsão idolátrica que, espalhando-se por toda a parte, causaram repugnância a Deus. Por isso ele pede a todos, em todos os lugares onde pregava, que se arrependam pois Ele já fixara o dia em que julgaria o mundo com justiça. E para anunciar a chegada desse Juízo Final, Deus designara um Homem, a quem, para dar-lhe crédito diante de todos, fizera ressuscitar dentre os mortos. Ao concluir a peroração com a "Anastasis de Jesus", a concepção de um salvador que morrera e voltara a viver para dar veracidade a mensagem divina, os filósofos presentes fizeram-lhe mofa, concluindo que o que ouviram "em mau grego" era coisa de um spermologos, de um tonto.
(Artigos de História, por Voltaire Schilling - trecho)

"Atenienses, em tudo vos vejo muitíssimo tementes aos deuses. Pois, passando e observando os objetos do vosso culto, achei um altar, em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Aquele, pois, que vós honrais não o conhecendo, vos anuncio".
"Sendo de origem divina, não devemos imaginar nunca que a divindade se assemelha ao ouro, à prata, esculpida pela arte e pelo gênio do homem." (Paulo - Atos dos Apóstolos)
A exposição paulina foi curta. Disse à platéia dos aeropagitas que considerava os atenienses o povo mais religiosos do mundo porque, quando visitava a cidade, em meio a incontáveis estátuas de deuses encontrara uma inscrição singular que lhe chamara a atenção: "ao Deus Desconhecido", dizia ela. Naquele cidade até um deus que ninguém sabia quem era, ou quem fosse, era digno de veneração! A existência desse deus abstrato entre tantos outros cultuados, mostrara a Paulo ter o nascente cristianismo um ponto em comum com os atenienses, pois o Deus que ele pregava "não habita em templo feito por mão humana" e, igualmente, "não é servido por mãos humanas". Era, pois, também um "Deus desconhecido", que paira sobre tudo e esta acima de tudo. Um colosso desses não precisa de templos. Por isto mesmo, observou Paulo, o verdadeiro templo dele é formado por seus fiéis seguidores. Fora Ele quem fizera o homem original de onde todo o resto provém, fixando os tempos e os limites da sua habitação. Disto procede sermos uma raça divina, trazendo em nosso interior o sopro divino. Um Senhor assim, tão magnifico, não pode ser seduzido por ouro, prata, ou ser reproduzido em pedra, ou qualquer outra matéria esculpida pelo engenho humano. Aliás, foram tais reproduções dos deuses, aquela compulsão idolátrica que, espalhando-se por toda a parte, causaram repugnância a Deus. Por isso ele pede a todos, em todos os lugares onde pregava, que se arrependam pois Ele já fixara o dia em que julgaria o mundo com justiça. E para anunciar a chegada desse Juízo Final, Deus designara um Homem, a quem, para dar-lhe crédito diante de todos, fizera ressuscitar dentre os mortos. Ao concluir a peroração com a "Anastasis de Jesus", a concepção de um salvador que morrera e voltara a viver para dar veracidade a mensagem divina, os filósofos presentes fizeram-lhe mofa, concluindo que o que ouviram "em mau grego" era coisa de um spermologos, de um tonto.
(Artigos de História, por Voltaire Schilling - trecho)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Ora!
Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração. Jesus nos diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, e o apóstolo Paulo acrescenta que em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão “coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center até o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa até a enfermidade de uma pessoa querida. Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar “é legítimo pedir isso a Deus?” ou “será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?”. Simplesmente orar. A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele. O maior fruto da oração não é o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz. O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.
Ed René Kivitz
Ed René Kivitz
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O Sentimento Certo II - Bin Laden
'Mataram o Bin Laden!' a notícia cai como uma última bomba jogada por ele, em nossas emoções. Minha primeira reação foi de surpresa e 'pena', para mais adiante dar lugar ao sentimento de alívio 'politicamente correto' diante do terrorismo. Mas será isso mesmo? será que cabe num lugar mais sadio e profundo de nós mesmos a alegria pelo assassinato de alguém? será que ainda somos capazes de sentimentos isentos do poder da mídia e dos que detêm o poder de pensar 'corretamente' por nós, sem que nos sintamos estranhamente diferentes? Parece-me cada dia mais dificil o discernimento 'das realidades' do cotidiano informativo e nossas crenças mais sinceras. Já disse por aqui algumas vzs, e nunca será demais repetir, que somente o olhar para Jesus pode nos manter no caminho certo da 'realidade' escolhida por nós, caso contrário, o que significa 'não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem' ? o que significa ofertar a outra face ? E quanto a amar o inimigo? O Pai Nosso é só para nós ou é para todos? como fica a Graça de Jesus diante dos noticiários? Talvez a gente vá guardando todos esses belos desafios para os encontros dominicais emocionados em momentos íntimos com o Criador, enquanto o coração corre solto por entre as fogueiras da Inquisiçao que a mídia pensante nos propõe, ao longo da semana. Lembro-me de qdo mataram o Sadam Hussein e do absurdo, diria mesmo, do grotesco - acho hoje mais do que na época - que foi divulgarem as imagens do enforcamento. Licença para matar... e se divertir. Lamentavelmente essas coisas sempre revelam o pior de nós que fica à espreita em vinganças justificadas, ou legitimadas pela busca da paz. Sim, mataram o Bin Laden e comemoram a vitória de pelo menos uma batalha contra o terrorismo; mas o que a realidade tbém nos diz é que a violência gera mais violência - e ela certamente não nasceu e nem será sepultada com Bin Laden mas, ironicamente, costuma se alimentar de mártires. Concluo mais essa matutagem dizendo que acho tudo isso muito complicado; a facilidade com que a gente se contamina com tudo é muito grande, e a possibilidade de abraçar causas que não são nossas, outro fato. Assim, peçamos sempre que Jesus se imponha em nossos corações com a Sua verdade e deixemos as 'glórias' dos césares para os césares - a morte de Osama para Obama, que entra agora para a história como 'O Homem que matou o Facínora' versão 2011, é claro. E que Deus nos proteja - é claro, e sempre! Amém.
Assinar:
Postagens (Atom)