quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Deus

Deus não é o que dizem Dele;
Deus mesmo diz e mostra o que Ele é.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

S. Agostinho

Deus que te criou sem ti não te salvará sem ti.

domingo, 10 de outubro de 2010

Isaías 59

Não, não é curta demais a mão de Javé para salvar, nem tão duro seu ouvido para ouvir. Mas são vossas iniquidades que cavaram um abismo entre vós e vosso Deus: vossos pecados o fizeram esconder de vós seu rosto para não vos ouvir. Vossas mãos estão manchadas de sangue, e vossos dedos de crimes; vossos lábios proferem mentiras, vossa língua murmura a maldade. Ninguém apresenta queixa segundo a justiça, ninguém a discute com lealdade. Confiam no nada e dizem o falso, concebem a malícia e dão à luz a iniquidade. (vers.1 a 4)
... Por isso o direito se afastou de nós e a justiça não chega até nós. Esperamos a luz, mas vêm as trevas, esperamos a claridade, mas andamos no escuro. Como cegos apalpamos a parede, como quem não tem olhos andamos tateando; tropeçamos ao meio-dia como no crepúsculo, em pleno vigor somos como os mortos. Nós todos uivamos como ursos e gememos tristemente como pombas. Esperávamos no direito, mas não existe; na salvaçao, mas está longe de nós; porque nossos delitos estão a nossa frente e conhecemos nossas iniquidades: prevaricar e renegar Javé, cessar de seguir nosso Deus, tramar opressão e rebelião, conceber e murmurar no coraçao palavras mentirosas. Assim é descuidado o direito e a justiça permanece à distancia; a verdade tropeça na praça e nela a retidão não pode entrar. Assim a verdade está ausente e quem evita o mal é despojado.(vers.9 a 15)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleiçoes 2010

Estranha essa Eleiçao. Muito estranha. O sentimento que me chega é confuso; ora sinto uma alegria enorme diante de uma derrota, que, ironicamente, chega com sabor de vitória - como 'aquela força que se manifesta na fraqueza', fazendo com que o último seja o primeiro e os primeiros dependentes do último; ora sinto um grande desânimo diante de um quadro patético de eleitos pelo Brasil à fora, desbancando políticos com trajetórias que, bem ou mal, estiveram envolvidas com a história desse país, mesmo que na maioria das vzs apenas com belas retóricas; mas de teoria e paixão pela verve também vive a política. Obviamente não defendo aqui a fossilizaçao do político à moda antiga. Não, é claro que não, mas convenhamos, o que estamos vendo é uma grande feira, e na hora da xepa, onde pessoas são vendidas e compradas por qualquer preço para conseguir se eleger. Mas o povo falou e temos que ouvir. Falou com um balbucio infantil ou como alguém que, após ter perdido a fala, e estando agora em recuperaçao, pronuncia palavras ininteligíveis.
É assim que vejo, sem contudo entender essa linguagem em questão. Quem pode entender uma populaçao que em sua grande maioria vota numa Marina Silva e quase elege um Joaquim Roriz? Quem pode entender o que pensa o estado mais desenvolvido e maior colégio eleitoral do Brasil quando elege Tiririca para seu representante na Câmara Federal? Alguém consegue entender como pode o Acre, berço da criança frágil, alimentada pelo sangue das seringueiras, fadada ao analfabetismo e às malárias, que tornou-se um gigante em força e fé determinada a viver e a lutar pelos direitos de seus irmãos de fome e de injustiça, renegá-la diante de todos? Não, eu não entendo, chega a ser cruel; não entendo também quando me deparo com a informaçao de que em meu estado, o Amazonas, deixa-se de lado um político como Arthur Virgílio (ressalto que não há aqui nenhum tipo de partidarismo ou paixões pessoais, pois nem lá eu voto) para eleger Vanessa Graziotim que além de não ser da terrinha, certamente não está comprometida com os ribeirinhos de 'Porto de lenhas' que nunca será Liverpool. Não, ninguém merece. Aliás, merece sim; afinal, a máxima de que cada povo tem o governo que merece nunca sai de moda. Eu, particularmente, acho isso muito delicado, pois o povo como aquela criança que está aprendendo a falar, precisa do mínimo de educação e de modelos decentes em que possa se mirar até encontrar seu próprio caminho. Mas, infelizmente, não é o que vemos, e o que vemos vai de mal a pior. Incapacidade nas açoes mais básicas e elementares no trato com o seguimento mais carente, colapso absoluto da ética, da moral, e uma total falta de honestidade. Isso tudo está se voltando como um bumerangue contra nós mesmos. A criança/povo foi mal educada e agora se rebela, mas não de forma sadia, criativa, revolucionária; mas, perdida e confusa, desconfiada e sem saber em quem confiar. Não é à toa o crescimento das drogas, real e metaforicamente falando, como agora nas eleiçoes. Enfim, temos caminhado em campo minado, onde não sabemos se nosso próximo passo pode levar pelos ares, em questões de segundos, uma vida inteira de esperanças e otimismo de ver esse país sair dessa condiçao surreal de querer se colocar como 'grande potencia' - 'como nunca na história desse país' - enquanto no sertão, a miséria e a seca assolam as solas secas e rachadas dos pés dos desvalidos, numa eterna romaria por pão e água.

É isso aí, quer dizer, é mais ou menos isso aí.
Naquele, que é o Eleito do meu coração.

*Cito aqui um textinho para ilustrar essa antiga cantilena e traduzir melhor o que quis dizer.

"Qual o sentido da coerência?
Dizem que é prudente observar a História sem sofrer.
Até que um dia, pela coincidência,
As massas tomem o poder…
Ando nas ruas e vejo o povo fraco, abatido,
Este povo não pode acreditar em nenhum partido.
Este povo cuja tristeza apodreceu o sangue
Precisa da morte mais do que se pode supor.
O sangue que em seu irmão estimula a dor,
O sentimento do nada que faz nascer o amor,
A morte enquanto fé e não como temor."


(trecho de Terra em Transe , 1967 – Glauber Rocha
)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marina III

Ela não matou Golias. Mas feriu-o de morte.

domingo, 3 de outubro de 2010

Marina II

'O Brasil ainda não está maduro para ficar verde'.
(Anônimos Necessários)

Marina

“Os brasileiros, mesmo reconhecendo que estão vivendo melhor, deram uma clara sinalização de que nem só de pão vive o homem.
A gente vive também de verbo. A gente também vive da política”. (comentando o resultado nas urnas)