domingo, 10 de maio de 2009

Às mães

Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer…

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

(Mário Quintana)

Luisa

L éo
U
ma luz no teu coraçao
I luminará para sempre o caminho do Amor
S emente de amor na dor - plantada por tua filha
A njo que te ensinou a ser pai - para melhor ser filho do Pai.

* hoje Luisa Ortegal retornou para o colo do Amor eterno.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Meu presente

T ão cheio de Graça é este dia

H oje meu filho faz 26 anos

I
mpedida por tanto querer, nada consigo escrever

A cho que de tão grande não cabe em mim, não cabe aqui

G ente feita na gente é como uma ode prá gente

O brigada, meu Senhor e meu Deus, pela Ode de amor
- que inscrevestes em mim!
[thiagoazul.jpg]

Minha dádiva

T odo dia é dia de Graça para ti

H
oje melhora teu ontem


I nvade teu amanhã com amor

A cada manhã renova o olhar em bondade

G oza da vida com justiça e humildade

O amor seja sempre a medida do teu coração.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cat stevens - Father and Son

Confirmando meu amor para quando souber amar

Aproveito o feriado para passear um pouco no tempo e redescobrir paixões musicais antigas, e entre elas, sobretudo, Cat Stevens. Lembrei do quanto gostava e gosto de sua voz, de suas cançoes e de sua doce carinha...dai começei a refletir sobre escolhas. Abençoadas escolhas!
Cat Stevens já náo é Cat Stevens, é Yusuf Islam. 'Virou' muçulmano e tem outro nome. 'Alice náo mora mais aqui', me diz o filme, e a amiga Sofia - no mundo de Alice.E eu, ainda apaixonadinha por Cat Stevens, agora Yusuf Islam, começei a pensar querendo ser ele, ou melhor, querendo saber o que o fez ser muçulmano, o que o fez tocar como agora toca, vestir o que agora veste,ser como agora é. Daí os pensamentos foram-se abrindo em gomos, e outras pessoas queridas ou nem tanto, foram aparecendo em minha memória; pessoas que tomaram diversos caminhos no 'formato' religioso, e percebo que todos esses caminhos se apresentam com símbolos e adereços que os identificam, às vezes nem tanto, mas quase sempre. Seja o 'sari' das indianas, o rabinho de cabelo dos hare khrisnas, o açafráo nas túnicas dos budistas, o tom mais cinza na dos muçulmanos, os diversos tipos de tocas, barretes ou chapéus e tantas outras coisas que para mim, até bem pouco tempo atrás me fascinavam, porque 'manifestavam' o desejo pelas coisas do sagrado ou do espírito. Funciona quase como um outdoor para anunciar o que se crê. Nossa 'identidade' espiritual. Sugerir aos outros nossa fé, na pior das hipóteses, nosso clubinho.

Hoje, crendo que amo, e querendo seguir amando a Jesus, penso comigo: pôxa...Jesus náo tem nada além da cruz - do crucifixo - para identificá-lo!
Ele é táo pobrinho, náo é representado por nada...uma roupinha legal, umas cores especificas, um corte de cabelo, um véu, umas coisas fashions para criar moda e ser mais desejado, ficar mais atraente... -'Náo, absolutamente, náo! Pára com isso!' digo para mim mesma. Ele náo tem nada porque Ele é tudo! Ele náo tem nada disso porque Ele é tudo isso! Ele náo é embalagem, porque é somente conteúdo!

Ele náo é uma cor, é o arco-íris! Ele náo tem véu, porque rasgou-o em Sua carne. Ele náo é moda porque modas pertencem a um tempo e espaço, e Ele é a Eternidade.
Ele náo tem dietas de comida porque Ele é o Páo da vida. Porque só Ele importa. Só Ele é. Só quem tudo é, náo reclama nada ser - já sendo tudo. Náo precisa 'mostrar' nada, porque já é Revelação. Ele pode aparecer e pode se ocultar, estando sempre presente. E nos amar perdidamente e rir-se de nós que queremos tanto rituais para mostrar o que, às vezes, nem temos. Para ser o que, às vezes, nem somos; para náo reconhecermos que Aquele que chega para ficar e nos tranformar, chega de mansinho, montado apenas num jumentinho. Sem glamour, sem alarde, enquanto olhamos e nos ofuscamos com as cores e adereços de magnitude apenas transitória. (Por incrível que pareça, Dalai Lama me 'alertou' para esse 'fascinio', dizendo que nossa cultura já tem o que precisamos. Isso no caso da seduçao ser pelo 'diferente').
Náo, náo quero modas, quero um modo de vida permanente, náo preciso de um tapetinho (como imagem, é lindo!) para adorá-Lo numa direção, posto que o mundo é estrado de seus pés e Ele é a direção. Náo, náo quero nada além do tudo ofertado por Ele, porque quanto menos eu tiver o que mostrar do lado de fora, mais, com Ele, terei alcançado do lado de dentro; lugar esse, o mais difícil de se embelezar porque ninguém vê, além Dele. Somente Ele, onipresentemente em nós, enxerga. Ninguém vê se verdeiramente amo, ninguém vê se verdadeiramente perdôo. Pilares básicos em qualquer 'religiáo', exceto em Jesus, que abolindo religiões, torna-se Ele mesmo o Amor e o Perdáo, em todos e para todos nós. Simples assim, sem adereços. É abraçar o nada, crendo-se que se abraça o Tudo.

Mas voltando ao inicio, como já disse, continuo apaixonadinha por Cat Stevens, agora Yusuf Islam - mas náo mais
querendo ser ele.
Assalam Aleykum!