SÓ PODE MATUTAR QUEM É MATUTO - SÓ É MATUTO QUEM SABE QUE NADA SABE - SÓ MATUTA - SOMENTE QUEM PENSA QUE SABE - SABE O QUE É UM MATUTO - MAS O QUE O MATUTO DE FATO NÃO SABE - É QUE QUEM PENSA QUE SABE O QUE É UM MATUTO - NADA SABE - PENSANDO SABER TUDO.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Realengo
"...Pois é, num mundo dominado por máscaras e aparências, talvez os únicos eventos que se destaquem por serem indiscutivelmente reais sejam o nascimento e a morte. Nessa ótica, as meninas, para nos obrigar a levá-las a sério, podem engravidar e dar à luz. Quanto aos meninos, o que lhes sobra para serem levados a sério é morrer ou matar..." (trecho do texto 'Realengo' de Contardo Calligaris)
domingo, 10 de abril de 2011
A mídia da média ou média da dor?
A Globo, entre outras, não cessa de sugar o que pode da tragédia na escola do Rio. Entrevista psicólogos, psiquiatras e 'peritos' da alma humana para saber o que houve ou como pôde isso acontecer; se devemos chorar, se faz bem, como superar o trauma...é quase um circo. O velho circo de horror que se aproveita de dores reais indizíveis para ganhar audiência, e, algumas pessoas, destaque. A presidenta num dia chorava, no outro, recebia o U2 fazendo sinal de positivo, toda sorridente, como uma fã vaidosa. O novo terremoto no Japão - menor graças a Deus - já não mereceu atenção pq não 'rende' mais, e as trocentas balas perdidas que matam inclusive crianças nas salas de aula, já são coisas do passado. C'est la vie...e 'vamo que vamo', afinal, a mídia não pode perder e nem esperar. Chore rápido, sofra brevemente, comente bastante porque amanhã, bom, amanhã é outro dia com novas manchetes; e as de hoje estarão embrulhando peixe na feira das emoções ligeiras. Quanto às dores reais e suas possíveis causas e prevenções, a obrigação e o dever social que deveriam reduzir, senão, impedir que acontecessem, logo, logo estarão relegadas ao esquecimento. Nem chego a falar especificamente no caso do doente em questão que causou essa tragédia sem precedentes, porque no que diz respeito a patologia a coisa é mais complexa e nem competência tenho para falar, mas, no meu entender, revela o pouco caso que se faz dos problemas da alma e dos desvios psicológicos que nunca são tratados com a seriedade devida,seja individual/familiar, ou mesmo sob o olhar de uma saúde pública minimamente voltada para o lado 'invisível' das doenças humanas que, no final das contas acabam por revelar um pouco da estrutura social em que se vive. E, com esse triste episódio nos colocamos, lamentavelmente, mais próximos dos americanos que tão bem conhecem o coquetel perigoso que arma fácil e loucura podem produzir - é como se os tiros em Columbine ecoassem agora entre nós. Será que importamos, como bons colonizados, um novo 'modelo' para matar e morrer? Sim, porque parece que não se vive para aprender com os erros alheios, mas apenas para imitar o aparente 'sucesso' deles. Depois, queremos entender; querem saber, agora, como o atirador comprou as armas, onde aprendeu a atirar... só podem estar brincando! Olhem os morros, olhem as crianças criadas em meio a revólveres; olhem a facilidade com que qualquer elemento mal intencionado consegue arma e aprender a atirar, nesse país; olhem os precoces alunos de uma internet sem fronteiras e sem censura que tudo pode ensinar sobre qualquer espécie de loucura; olhem o subemprego das drogas e o exército que elas criam; olhem os descasos com as crianças abandonadas, os massacres das Candelárias; os policiais corruptos que atiram em menores indefesos e promovem chacinas como bem entendem, ao invés de estarem, por exemplo, tomando conta das escolas públicas... Dificil, sim, seria imaginar se isso acontecesse num país onde existe um controle severíssimo de armas, uma sociedade em que os valores morais e sociais são minimamente preservados; que têm respeitados os direitos básicos de educação e saúde (inclusive mental); que preserva a qualidade de vida de seus cidadãos - não de meros eleitores - e que tem em seus representantes um modelo razoavelmente digno de decência, seriedade e compromisso com os seus representados. Aí, sim, poderíamos estar perplexos e procurarmos incansavelmente as causas dessa tragédia, mesmo sabendo que controle algum, planejamento social nenhum, pode prever a manifestaçao de um ato de loucura, de um surto psicótico ou esquizofrênico que possa ocasionalmente, tragicamente, eclodir em qualquer sociedade. Porém, esse assunto é muito vasto para o desabafo superficial como o que faço aqui, devido apenas ao destaque desmedido que a mídia tem dado em busca da origem das armas e a dissecação da vida do louco homicida, como se tudo ao nosso redor estivesse devidamente cuidado ou em seu devido lugar. É demais para minha pobre cabecinha destoante. Pode até parecer frieza ou que minimizo o imenso pesar pelo terror que essas crianças viveram e pela dor que suas famílias vivem hoje, ao dizer que elas foram vítimas de um ato isolado, de um louco que certamente se mirou em exemplos 'importados' de sociedades tbém adoecidas. No entanto, a triste realidade que a loucura desse rapaz provocou, morreu com ele; e as sequelas e cicatrizes estarão para sempre apenas nas famílias daquelas crianças. Coisa que, infelizmente, não podemos dizer da realidade social que continua a prevalecer entre nós, mantida e alimentada por todos os que podendo fazer alguma coisa, nada fazem. Tomara que a ministra dos Direitos Humanos, que tão prontamente se manifestou diante dessa tragédia, continue a trabalhar incansavelmente para que todos possam, não só conhecer, mas usufruir dos direitos básicos e humanos - como, por exemplo, moradias que não sejam levadas pelas águas soterrando crianças enquanto dormem, e destruindo famílias pela dor, do mesmo jeito. Aliás, já estão trabalhando para evitar uma nova tragédia? Ou as vítimas deste ano, na mesma cidade que hoje ocupa os noticiários, já foram esquecidas? Que a mídia continue a mostrar competência para cobrar o que precisa ser feito, e não 'a engolir camelos enquanto coa mosquitos', como nos diz Jesus. Certamente o que aconteceu foi um ato monstruoso que esperamos que não se repita; e toda nossa prece solidária seja para as famílias dizimadas pela dor, mas já sabemos que tamanha tragédia foi um ato de loucura. Quanto ao mais, podemos dizer o mesmo? A expressão que uso agora é meio chula, mas pertinente: o buraco, como sempre, parece ser mais embaixo. Nas profundezas da alma humana. E que Deus se apiede de todos nós! e nos proteja das loucuras veladas e da lucidez perniciosa que nos cerca.
Amém
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Só pode ser verdade
http://www.youtube.com/watch?v=ZnsRvdovBvY
"Jesus passou sua última noite não com os santos, mas com a escória desse mundo. Ele sabia que é preciso muito amor para amar um pecador; mas o pecador precisa muito mais desse amor. E a última coisa que fez foi chamar um deles para estar com Ele no reino dos céus. Ele realmente amou aquele pecador..." (OZ)
"Jesus passou sua última noite não com os santos, mas com a escória desse mundo. Ele sabia que é preciso muito amor para amar um pecador; mas o pecador precisa muito mais desse amor. E a última coisa que fez foi chamar um deles para estar com Ele no reino dos céus. Ele realmente amou aquele pecador..." (OZ)
Só pode ser mentira
Hoje é o dia da Mentira
Hoje é o dia que Náiade morreu.
Então, a morte é uma mentira
Logo, minha irmã não morreu.
Hoje é o dia que Náiade morreu.
Então, a morte é uma mentira
Logo, minha irmã não morreu.
domingo, 27 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Matemática
As leis da matemática são como as Leis de Deus:
você não precisa entender para saber que elas estão certas.
você não precisa entender para saber que elas estão certas.
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