quarta-feira, 27 de julho de 2011

Graça e fidelidade

E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações. (Atos 14:17)

sábado, 23 de julho de 2011

Casório na família - o Sim! da Danyella (lado A)


Que Deus abençoe vocês
na construção de uma realidade






com o material delicado dos sonhos que somente
os que amam sabem onde encontrar.

O Mal dos Séculos (lado D)

dor que não deveria doer
porque não deveria haver dor
onde tudo o amor facultou;







mas tudo não era amor...
era apenas dor a doer - até morrer
por falta de tudo que é amor
o tudo capaz de estancar a dor
ainda que dor do poeta fingidor.

(para Amy - agora in House)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Manso e delicado

E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada.
(1 Reis 19:11,12)

à propos: o poder infinito de Deus não está na tempestade,
mas na brisa. (Tagore)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O alzheimer e o poeta

http://mais.uol.com.br/view/11790526
Fé: memória eterna que nos recorda
que somos mais;
muito mais além de tudo isso aquém...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mais Maiakóvski...

O Poeta Operário
Grita-se ao poeta:
"Queria te ver numa fábrica!
O que? Versos? Pura bobagem".
Talvez ninguém como nós ponha tanto coração no trabalho.
Eu sou uma fábrica. E se chaminés me faltam
talvez seja preciso ainda mais coragem.
Sei.
Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira é para fazer lenha.
E nós que somos senão entalhadores

a esculpir a tora da cabeça humana?
Certamente que a pesca é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe? Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos fornos

onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode alguém acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas com a lixa do verso.
Quem vale mais: o poeta ou o técnico que produz comodidades?
Ambos! Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais. Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos, somente juntos remoçaremos o mundo,
fá-lo-emos marchar num ritmo célere.
Diante da vaga de palavras levantemos um dique!
Mãos à obra! O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora! Moinho com eles!
Com a água de seus discursos que façam mover-se a mó!

Nacos de Nuvens

No céu flutuavam trapos
De nuvem - quatro farrapos:

do primeiro ao terceiro - gente;
o quarto - um camelo errante.

A ele, levado pelo instinto,
no caminho junta-se um quinto.

do seio azul do céu, pé-ante-
pé, se desgarra um elefante.

Um sexto salta - parece.
susto: o grupo desaparece.

E em seu rasto agora se estafa
o sol - amarela girafa.

(Tradução de Augusto de Campos)