quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Facebook

Perguntam-me porque não tenho facebook
(i never think about, penso eu, mas fui espiar)
Um burburinho estranho...uma vitrine de eus

Muita face prá pouco book...
Mas não direi que desta água não beberei
Apenas da próxima responderei

Face? a de Jesus - book? o de Deus.
O resto é perfumaria, como disse baleiro.
Muito barulho por nada, como disse o bardo inglês.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vida após o parto? (um outro olhar sobre um velho tema)

- Você acredita em vida após o parto?
- Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.

- Sinto que há algo mais.
Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.
- Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.
- Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.


(autor desconhecido - até o momento)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Uma flor que destoa na primavera


Último Texto

Dona morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto.


(Florbela Espanca - 8/12/1894 - 8/12/1930)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vaidade

Muito se diz da postura desafiadora (e cínica) do filósofo Diógenes diante da riqueza, do poder ou da estupidez humana; e não são poucas as suas pérolas. "Não me tires o que não me podes dar" é a resposta que Alexandre, o Grande, recebe ao indagá-lo sobre o que poderia oferecer-lhe. A enigmática resposta refere-se tão somente à sombra que a carruagem fazia, atrapalhando seu inegociável banho de sol. Mas, hoje lembrei-me especialmente de Diógenes pelo fato de ele perambular durante o dia com uma lamparina à procura de um Homem (honesto, alguns acrescentam), coisa que me faz tê-lo em alta conta por ousadia e bom humor. Contudo, não creio ser esta a mais árdua das missões. Mostre-me, sim, uma pessoa sem vaidades e terei visto um santo do Senhor. Ufa!.. não é à toa que a vaidade é o pecado preferido do... bom, melhor deixar prá lá.


"Vigiai e orai para não cairdes em tentação, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca."

Palavras do Senhor!