segunda-feira, 25 de março de 2013

Cantinho da Poesia


EM  MEIO  AO  CAOS, CONSTRUIR  O SILÊNCIO  
(Theresa Catharina de Góes Campos)

Um recanto íntimo que se descobre
em meio às explosões ininterruptas
de ruídos, gritos, exclamações que,
se tivessem de ser interrompidas...
nada de importante se perderia.
Um porto seguro para os sentimentos,
uma viagem sem pressa nem roteiro;
uma parada sem qualquer previsão,
por desconhecimento das escalas;
sem que visíveis, planejadas rotas,
tenham já nascido como sonhadas
peregrinações a catedrais famosas.
Em meio a tanto caos, não mais
inutilmente identificado como tal...
a descoberta deste recanto íntimo
fértil, criativo, apesar de inaudível;
de um dinamismo ímpar, original
porque na individualidade existe.
Com surpresa, vemos no coração
uma área sagrada, na intimidade
de possíveis águas tranquilas. 
Um território abençoado... onde
os sentimentos seriam os limites
únicos; uma estrada desimpedida,
onde a imobilidade ali permitida,  
nos vôos dos pensamentos íntimos,
com paciência, em meio ao caos,
não desistiu de construir o silêncio.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quem é Jesus? II


Leitura: Lucas 9:18-20
Vídeo: http://youtu.be/_plkeyE0vlA

Antes de dar sua opinião sobre quem é Jesus, é bom verificar se ele preenche as credenciais previstas pelos profetas. Nos primeiros livros que compõem a Bíblia Moisés anunciava que o Messias prometido a Israel seria descendente de Abraão, Isaque e Jacó, e pertenceria à tribo de Judá. Miquéias previu que ele nasceria em Belém da Judeia, e Isaías avisou que isso seria pela concepção de uma virgem.

O profeta Jeremias escreveu que crianças seriam mortas por ocasião de seu nascimento, e foi o que o Rei Herodes mandou fazer quando soube que o rei prometido a Israel havia nascido. A perseguição fez com que José e Maria fugissem com o menino Jesus para o Egito, o que também havia sido previsto pelo profeta Oséias. Segundo o profeta Isaías, a região de seu ministério seria a Galileia ao longo do Rio Jordão, e ele seria rejeitado pelo povo judeu, como foi. 

Zacarias anunciou com séculos de antecedência a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e o profeta Daniel especificou até mesmo a época em que isso aconteceria, uma semana antes de ser crucificado. Com mil anos de antecedência Davi previu que o Messias seria traído por um de seus amigos e Zacarias confirmou, indicando que o traidor receberia trinta moedas de prata que seriam depois lançadas no Templo e usadas para comprar o campo de um oleiro.

Isaías escreveu, com setecentos anos de antecedência, que o Messias permaneceria mudo diante de seus acusadores e que seu sofrimento e morte seriam para pagar pela culpa de outros. O mesmo profeta indicou que ele morreria entre malfeitores e Davi, no Salmo 22, previu que ele seria crucificado, com as mãos e os pés atravessados por grandes pregos. Os Salmos acrescentavam que o crucificado seria insultado e que em sua sede lhe dariam vinagre.

Segundo o profeta Zacarias, o corpo morto seria furado por uma lança e Davi acrescentou que suas vestes seriam sorteadas entre seus carrascos. Porém nenhum osso seria quebrado, ao contrário do que era comum na crucificação, quando as pernas dos condenados eram quebradas para acelerar a morte. Os profetas previram, além da morte, a ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, mas isso só foi visto por um pequeno grupo de pessoas, os discípulos de Jesus. Sim, existem coisas que você só conseguirá enxergar se for discípulo de Cristo, um círculo no qual se entra pela fé, não pela razão. 

Assim foi que, quando Jesus perguntou aos seus discípulos "Quem vocês dizem que eu sou?", o evangelho de Mateus mostra que a resposta de Pedro, de que Jesus era o Cristo, o Messias prometido, não veio dele próprio, mas de uma revelação direta de Deus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus" (Mt 16:17).

E para você, quem é Jesus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quem é Jesus? I

Leitura: Lucas 9:18
Vídeo: http://youtu.be/Z7KsN0csUzg

"Certa vez Jesus estava orando em particular, e com ele estavam os seus discípulos; então lhes perguntou: 'Quem as multidões dizem que eu sou?' Eles responderam: 'Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, que és um dos profetas do passado que ressuscitou'. 'E vocês, o que dizem?', perguntou. 'Quem vocês dizem que eu sou?'"

Hoje Jesus faz a mesma pergunta a cada coração: "Quem você diz que eu sou?". As respostas são as mais diversas. Alguns dirão que é Elias reencarnado, sem nunca terem reparado que o profeta Elias não passou pela morte, mas foi arrebatado ao céu. Mais adiante neste evangelho veremos que Jesus conversa com Elias e Moisés, quando se transfigura diante dos olhos de seus discípulos. Se ele fosse a reencarnação de Elias não poderia ter conversado consigo mesmo.

Alguns piedosamente afirmam ter sido ele um grande homem, um mestre que veio trazer mensagens valiosas para nossa evolução espiritual. Será? Achar que com uma opinião assim você está elogiando Jesus é como querer elogiar Einstein por saber a tabuada. Considerar Jesus menos que divino é uma ofensa a Deus. 

Os muçulmanos dizem que Jesus é apenas mais um dos profetas de Deus e os judeus negam que ele seja o Messias prometido. Existe ainda uma miríade de seitas e religiões cujos fundadores afirmam ser a mais recente manifestação de Jesus. Na Internet é possível encontrar mais de trinta deles, sem contar os que estão em instituições para doentes mentais, o que poderia ser considerado o maior caso de roubo de identidade da história. 

Por que tanta gente quer se passar por Jesus? Por outro lado, por que tantos têm tamanha aversão por este nome? E por que milhares amaram tanto este mesmo nome ao ponto de morrerem por ele? Deve existir algo de muito especial nessa pessoa. Então quem é realmente Jesus? Um bom lugar para começarmos a pesquisar é a própria Bíblia, iniciando pelo Antigo Testamento que terminou de ser escrito 450 anos antes de Jesus nascer. 

Ali encontramos profecias que falam dele, e se você tiver um conhecimento mínimo dos evangelhos verá que seria humanamente impossível alguém preencher todas as expectativas dos profetas por mera coincidência. A probabilidade de uma mesma pessoa se encaixar em apenas 8 das mais de 300 profecias do Antigo Testamento que falavam do Messias é de uma em cem quatrilhões. E quais seriam as chances de alguém cumprir 48 dessas profecias? Pense no número dez seguido de 157 zeros. E Jesus não se encaixa em apenas 48 profecias, mas em mais de trezentas!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nem eu!


Deus não é evangélico!

O termo evangélico tem suas raízes etimológicas na palavra grega “Evangelho” ou “Boa Notícia” – (evangelion). Nesse sentido, ser evangélico significa ser aquele que crê no Evangelho, que é a mensagem de Jesus Cristo.
Durante um bom período histórico, o termo “evangélico” foi usado para referir-se a tudo o que concerne ao Evangelho de Jesus. Principalmente após a Reforma Protestante, esse termo passou a ser usado de uma maneira crescente pelas denominações que surgiram posteriormente, e então identificavam os membros de tais denominações como “evangélicos”.
Ser evangélico, no sentido real da palavra, era crer e obedecer ao Evangelho de Jesus. Porém, atualmente, em virtude da apostasia (desvio da fé) generalizada nestes tempos finais, o termo “evangélico” foi banalizado à uma outra concepção na mentalidade das pessoas. Em função disso, o termo “evangélico” perdeu seu significado real e sentido original na compreensão geral.
Hoje o termo está identificado com aqueles que salientam um determinada marca da política, uma abordagem moralista e frequentemente legalista da vida, e um certo tipo de imitação “cafona” do estilo de vida do “popstar gospel”, seja ele um pregador famoso ou cantor e artista. Para alguns o termo compreende um emocionalismo exagerado que eles vêem nos canais religiosos, ou ainda “algo” ligado a “dar muito dinheiro para a igreja”. Para outros ainda o termo compreende hipocrisia, falsidade e justiça própria.
Os “evangélicos” de hoje, refletidos na cultura e sociedade mais ampla, estão intimidados por um deus que não é Deus! Louvar ao deus de uma experiência pessoal, ou o deus de preferência pessoal ou denominacional é louvar um ídolo. E então a fé se torna um reflexo do mercado de consumo. É uma fé para o consumo  rotulado “gospel” e não uma fé para a transformação da vida. Neste caso ser “evangélico” é cultuar um ídolo e não o Deus da Bíblia, tornando-se um produto  desassociado da história da Igreja e do propósito divino. 
Neste ponto Deus deixa de ser “evangélico”, pois ele está distante de tudo isso que “hoje” chamam de “evangélico”!

Autor: Bruno dos Santos

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Socorro seguro

No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma(Salmo 138)







              

sábado, 29 de setembro de 2012

A Figueira Murcha - Charles H. Spurgeon

"A profissão de fé sem a graça divina é a pompa funerária de uma alma morta."
                           - 29 de setembro de 1889 - 
                        http://youtu.be/d8yPf8BMgLo