Poucas vêzes, de fato, meu coração sinalizou alguma alegria com vitórias politicas mas, definitivamente, gostei dessa.
Gostei de saber que Obama é o novo presidente de um país tão confusamente complexo; tão avant-garde e tão decadente, tão atraente e tão medíocre, tão 'lar de todos' e tão belicoso.
Bom, minha análise sócio/política/pessoal não vai além disso. Só falo de sentimentos simples que minha alma intui. Mas, voltando, e não votando em Obama, digo que com Obama muda tudo sem, contudo, nada mudar. Muda porque foi a vitória de uma ousadia. A quebra da mesmice. A quebra da hegemonia branca, e isso prá mim, é quase poético. Mesmo que Obama seja, como disse a mãe do seu rival - que foi usada em sua 'elegante velhice' para seduzir decadentes valores - mais branco do que ela. Não importa, para um mundo tão seduzido pelas aparências e pela hipocrisia, ele é negro, sim! ele é o escravo do Sul, sim! ele é o enforcado do Mississipi, sim! e ela, a lady elegante em sua 'beleza branca' e quase secular, perdeu, sim! Perdeu com seu filho que colocou suas esperanças em seus sapatinhos da sorte, no dia da votaçao. Vai ver o Principe desistiu de procurar sua Cinderela. E, cá entre nós, bem que eles podiam dormir sem essa, pois se Obama entrou prá história como o primeiro presidente negro, eles sairam da história como os primeiros brancos expulsos de casa por um negro. Sim, mas e o que não muda? Não muda o gosto pelo poder e a mudança que esse gosto produz nas pessoas, seja ela branca, negra ou amarela; a evocaçao do mal para manter esse mesmo poder, a mentira, a vaidade...ah,vaidade, a menina dos olhos do poder nefasto de querer ser o dono do mundo e da vida de todos, de barganhar para que todos percam e só um ganhe. Enfim, isso tudo e muito mais que já conhecemos e assistimos todos os dias como um filme que não para de reprisar.
Mas, calma, como disseram-me outro dia, enquanto houver luz no fim do túnel nem tudo está perdido, quando muito, está girando nos anéis de saturno, e a menos que estejamos num grande buraco, o que abençoadamente não é o caso, a luz sempre estará lá. Sendo assim, entre o tudo e o nada há muita água por passar embaixo da ponte, há muita luz a ser vista nesse túnel e muitas possibilidades no 'entre uma coisa e outra'. Uma delas acabamos de presenciar. Não custa nada tentar, torcer, ter fé, esperar o melhor; afinal, a esperança é a única que não morre. Vai ver que mesmo sem saber, Obama creu no que está escrito em Hebreus 11: 'Fé é a certeza do que se espera e a firme convicção de fatos que não se vêem'.
Resta saber se 'o que se espera' tem o aval do autor da fé.
Gostei de saber que Obama é o novo presidente de um país tão confusamente complexo; tão avant-garde e tão decadente, tão atraente e tão medíocre, tão 'lar de todos' e tão belicoso.
Bom, minha análise sócio/política/pessoal não vai além disso. Só falo de sentimentos simples que minha alma intui. Mas, voltando, e não votando em Obama, digo que com Obama muda tudo sem, contudo, nada mudar. Muda porque foi a vitória de uma ousadia. A quebra da mesmice. A quebra da hegemonia branca, e isso prá mim, é quase poético. Mesmo que Obama seja, como disse a mãe do seu rival - que foi usada em sua 'elegante velhice' para seduzir decadentes valores - mais branco do que ela. Não importa, para um mundo tão seduzido pelas aparências e pela hipocrisia, ele é negro, sim! ele é o escravo do Sul, sim! ele é o enforcado do Mississipi, sim! e ela, a lady elegante em sua 'beleza branca' e quase secular, perdeu, sim! Perdeu com seu filho que colocou suas esperanças em seus sapatinhos da sorte, no dia da votaçao. Vai ver o Principe desistiu de procurar sua Cinderela. E, cá entre nós, bem que eles podiam dormir sem essa, pois se Obama entrou prá história como o primeiro presidente negro, eles sairam da história como os primeiros brancos expulsos de casa por um negro. Sim, mas e o que não muda? Não muda o gosto pelo poder e a mudança que esse gosto produz nas pessoas, seja ela branca, negra ou amarela; a evocaçao do mal para manter esse mesmo poder, a mentira, a vaidade...ah,vaidade, a menina dos olhos do poder nefasto de querer ser o dono do mundo e da vida de todos, de barganhar para que todos percam e só um ganhe. Enfim, isso tudo e muito mais que já conhecemos e assistimos todos os dias como um filme que não para de reprisar.
Mas, calma, como disseram-me outro dia, enquanto houver luz no fim do túnel nem tudo está perdido, quando muito, está girando nos anéis de saturno, e a menos que estejamos num grande buraco, o que abençoadamente não é o caso, a luz sempre estará lá. Sendo assim, entre o tudo e o nada há muita água por passar embaixo da ponte, há muita luz a ser vista nesse túnel e muitas possibilidades no 'entre uma coisa e outra'. Uma delas acabamos de presenciar. Não custa nada tentar, torcer, ter fé, esperar o melhor; afinal, a esperança é a única que não morre. Vai ver que mesmo sem saber, Obama creu no que está escrito em Hebreus 11: 'Fé é a certeza do que se espera e a firme convicção de fatos que não se vêem'.
Resta saber se 'o que se espera' tem o aval do autor da fé.
Mas fica a dica. Vale tentar. Bom Barato Obama para todos e que não cessem de vir as mudanças. Para melhor, é claro!
Amém
Amém
2 comentários:
gostei muito do texto. muito mesmo. é daqueles que a gente lê e pensa: "queria ter escrito isso". muito boa sua análise da eleição. a importância simbólica da eleição é incomensurável. entre o simbólico e o real existe o infinito mas torçamos para que ele melhore um pouquinho os eua e por consequencia, o mundo como um todo.
beijos
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amei teu comentário.tá vendo?é táo pouco e faz táo bem,gera tanta força. náo é porque foi elogioso náo,mas porque confio em tua opiniáo e,nesse caso,me libera para enviar o texto a outras pessoas.obrigada
um abraço de 'quase' sufocar e cheio de saudade.
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