Sartre nos diz que o 'Homem está condenado a ser livre'.
Eu digo que o 'Homem está - abençoadamente - condenado a ser livre'. Sim, e é esta liberdade que permite a ele fazer escolhas. No entanto, nenhuma escolha é táo fácil; muitas tornam-se, até, a coisa mais difícil de se fazer na vida, posto que toda escolha implica em abrir máo de algo. Implica em perda. Ainda que seja uma perda benéfica -pois ganhamos algo. Mas náo estamos acostumados a encarar perda como ganho. É contra-senso, afinal, perda é perda e ganho é ganho. Ao menos na lucidez dos vocábulos...
'O inferno sáo os outros', também nos afirma Sartre, e é a mais pura verdade; posto que construimos um mundo dentro de nós onde o outro quase sempre vira senhor de nossa existencia. Nos movemos sob o olhar do outro. Para o bem e para o mal. Ora quero sua aprovaçao - se o respeito ou se o amo; ora quero o direito de odiá-lo confortavelmente, agindo ou pensando contra ele como melhor me aprouver para legitimar minhas verdades. Mas essas verdades, no entanto, têm nascedouro na minha antipatia, portanto, já manipulada pelo outro. É sempre o outro nos norteando para o nosso melhor ou para nosso pior. Viramos sombra ou reflexo... do outro!
Daí vem o Evangelho e me propóe uma única verdade. A verdade do Amor, a verdade de Jesus. O único Outro que é a síntese suprema do bem de todos os outros.
Este sim, pode nos nortear sem nenhum risco de pendularmos para um lado ou para o outro, a mercê de nossas carencias e antipatias. Todas as possibilidades de atalho na verdade deixam de existir no Caminho, onde todos os outros sáo como eu; desejosos de náo mais serem algozes ou reféns. E nosso nosso olhar, náo será mais para o lado, mas para o alto, de onde provém todo o Bem. Nossos modelos e arquétipos náo estaráo mais ao sabor de nossas paixóes tiranizadas pelo olhar do outro, dos big-others da vida, mas do único Olhar que vê para além da eternidade.
Assim, se o inferno é o outro e eu o inferno para o outro, só nos resta abrirmos máo de nosso eu imediato que nos propóe múltiplos eus em múltiplas pulsóes e direçoes em busca de equilíbrio, para nos aproximarmos do portal do Paraíso, onde há descanso numa única escolha que nunca falha, e jamais pode estar errada. A do amor.
Nela cessam todas as divergencias e diferenças culturais ou emocionais, porque o modelo será sempre o do bem supremo. Para nós e para todos os outros.
Mas para isso, é imprescindível a escolha, para que o inferno deixe de ser o outro, mas apenas uma triste lembrança de antes do Paraíso - eu em paz, com o outro.
Eu digo que o 'Homem está - abençoadamente - condenado a ser livre'. Sim, e é esta liberdade que permite a ele fazer escolhas. No entanto, nenhuma escolha é táo fácil; muitas tornam-se, até, a coisa mais difícil de se fazer na vida, posto que toda escolha implica em abrir máo de algo. Implica em perda. Ainda que seja uma perda benéfica -pois ganhamos algo. Mas náo estamos acostumados a encarar perda como ganho. É contra-senso, afinal, perda é perda e ganho é ganho. Ao menos na lucidez dos vocábulos...
'O inferno sáo os outros', também nos afirma Sartre, e é a mais pura verdade; posto que construimos um mundo dentro de nós onde o outro quase sempre vira senhor de nossa existencia. Nos movemos sob o olhar do outro. Para o bem e para o mal. Ora quero sua aprovaçao - se o respeito ou se o amo; ora quero o direito de odiá-lo confortavelmente, agindo ou pensando contra ele como melhor me aprouver para legitimar minhas verdades. Mas essas verdades, no entanto, têm nascedouro na minha antipatia, portanto, já manipulada pelo outro. É sempre o outro nos norteando para o nosso melhor ou para nosso pior. Viramos sombra ou reflexo... do outro!
Daí vem o Evangelho e me propóe uma única verdade. A verdade do Amor, a verdade de Jesus. O único Outro que é a síntese suprema do bem de todos os outros.
Este sim, pode nos nortear sem nenhum risco de pendularmos para um lado ou para o outro, a mercê de nossas carencias e antipatias. Todas as possibilidades de atalho na verdade deixam de existir no Caminho, onde todos os outros sáo como eu; desejosos de náo mais serem algozes ou reféns. E nosso nosso olhar, náo será mais para o lado, mas para o alto, de onde provém todo o Bem. Nossos modelos e arquétipos náo estaráo mais ao sabor de nossas paixóes tiranizadas pelo olhar do outro, dos big-others da vida, mas do único Olhar que vê para além da eternidade.
Assim, se o inferno é o outro e eu o inferno para o outro, só nos resta abrirmos máo de nosso eu imediato que nos propóe múltiplos eus em múltiplas pulsóes e direçoes em busca de equilíbrio, para nos aproximarmos do portal do Paraíso, onde há descanso numa única escolha que nunca falha, e jamais pode estar errada. A do amor.
Nela cessam todas as divergencias e diferenças culturais ou emocionais, porque o modelo será sempre o do bem supremo. Para nós e para todos os outros.
Mas para isso, é imprescindível a escolha, para que o inferno deixe de ser o outro, mas apenas uma triste lembrança de antes do Paraíso - eu em paz, com o outro.
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