Outro dia revi o filme Bagdad Café. Achei-o ainda mais bonito. Aliás, à luz do Evangelho o que já era verdadeiramente belo, se torna ainda mais belo.
Belo e novo. "Eis que faço novas todas as coisas."
É a mais pura verdade, e é sempre uma surpresa maravilhosa para mim 'comprovar' in loco as santas palavras de Jesus. No nosso envolvimento com Ele, todo nosso arquivo cultural/intelectual, como os livros que lemos ou filmes que assistimos, é revisitado e parece ganhar um novo sentido; tudo encontra sua origem, sua essência, sua razão de ser. Assim, muitas coisas permanecem e são enriquecidas, justificadas; outras não passam pela 'triagem', pela lente da Boa Nova, e são naturalmente deletadas, descartadas como belos equívocos, pois sem o espírito de Jesus, não vale à pena. Acho isso fascinante. Foi o caso de Bagdad Café. É claro que a beleza do filme - em meio a uma aparente falta de beleza, continua sendo a mesma: uma trilha sonora delicadíssima e uma fotografia que vai de uma aridez absoluta a um lirismo tocante. Mas, coroando tudo isso, vemos oásis brotando nos desérticos coraçoes daquele lugar, numa verdadeira revoluçao de bondade, humildade, perseverança e amor. Ouso dizer que é como ver a vida brotar num vale de ossos secos, a ponto de gerar mal-estar em quem já se acostumou com o mal perfume do desamor e de um mundo caótico e desolado (como a hóspede que abandona o lugar alegando que ali, agora, 'havia harmonia demais' - ou coisa parecida).
Eu, de minha parte, posso dizer que me sinto a própria Brenda, que vem sendo restaurada pelo carinho do Senhor. Mas meu desejo maior e sincero é poder ser, ainda, o agente transformador; é ser a Jasmine no deserto de tantos corações que cruzam meu caminho. No mais, é assistir, pois mil palavras nunca bastarão para uma única ação ou uma bela visão. Ainda que seja numa tela. Fica a dica e uma pequena amostra-grátis, no link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=VdvbgW3YOVM
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