Circo para viver e trabalhar
Não tem emprego e nem faz nada
E ainda assim vive - vivendo assim...
Mas tem um carro que é quase gente
Segue com ela por tanto tempo e por toda parte
Que agora deu prá viver milagres...
Enche-se de álcool - só prá lhe agradar
Refaz-se em suas rôtas peças
para que suas rotas não sejam alteradas.
"Mulher barbada procura" trabalho no Circo
Porque vive de Graça e ninguém acredita
Ninguém acredita nela nem em seu Rocinante.
Não acreditam em milagres nem em párias sem par
Não acreditam em Deus - que é Deus de perto e Deus de longe
Que é Deus de gente e Deus de lata - Deus de vira-latas.
Não acreditam em crentes...
Crentes que crêem em mudanças que nunca chegam
Crentes que ressurgem do nada - como o álcool do seu carro.
Crentes que só vivem para crer...
Para querer crer e crente ser
Difícil prá ela é ser real - como ela é.
Difícil são as perguntas
Difícil são as respostas que nunca saciam
A fome de curiosos incrédulos de outros mundos.
Por isso o Circo
Por isso os palhaços
Por isso os elefantes e os macacos.
"Mulher barbada procura..."
Estar entre os iguais - anormais e animais
E trabalhar para se sustentar de sonhos... e de fé!
Mulher barbada? Ah! isso é tão natural....
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