domingo, 10 de outubro de 2010

Isaías 59

Não, não é curta demais a mão de Javé para salvar, nem tão duro seu ouvido para ouvir. Mas são vossas iniquidades que cavaram um abismo entre vós e vosso Deus: vossos pecados o fizeram esconder de vós seu rosto para não vos ouvir. Vossas mãos estão manchadas de sangue, e vossos dedos de crimes; vossos lábios proferem mentiras, vossa língua murmura a maldade. Ninguém apresenta queixa segundo a justiça, ninguém a discute com lealdade. Confiam no nada e dizem o falso, concebem a malícia e dão à luz a iniquidade. (vers.1 a 4)
... Por isso o direito se afastou de nós e a justiça não chega até nós. Esperamos a luz, mas vêm as trevas, esperamos a claridade, mas andamos no escuro. Como cegos apalpamos a parede, como quem não tem olhos andamos tateando; tropeçamos ao meio-dia como no crepúsculo, em pleno vigor somos como os mortos. Nós todos uivamos como ursos e gememos tristemente como pombas. Esperávamos no direito, mas não existe; na salvaçao, mas está longe de nós; porque nossos delitos estão a nossa frente e conhecemos nossas iniquidades: prevaricar e renegar Javé, cessar de seguir nosso Deus, tramar opressão e rebelião, conceber e murmurar no coraçao palavras mentirosas. Assim é descuidado o direito e a justiça permanece à distancia; a verdade tropeça na praça e nela a retidão não pode entrar. Assim a verdade está ausente e quem evita o mal é despojado.(vers.9 a 15)

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