quinta-feira, 14 de abril de 2011

Silêncio e Amor

Tenho dois vasinhos na porta de casa. Num deles ainda sobrevive uma resistente plantinha que tenta se adaptar à condição pouco convidativa do lugar (sem sol e pouca luz). Há alguns dias, percebi que ela tbém estava sem água e, por várias vzs entrei e saí de casa esquecendo-me de molhá-la; qual não foi minha surpresa ao vê-la hoje regada, e a terra agradecidamente molhada. Fiquei encantada. Um gesto simples de anjo - que pode ter sido um vizinho, quem faz a limpeza do lugar, ou qualquer outra pessoa. Minha primeira reação foi perguntar aos que fazem a limpeza e agradecê-los, mas, num segundo momento parei e silenciei no meu coração, como aquele 'psiu!' de Jesus ao mar agitado, pois tive a certeza naquele instante de que certas coisas devem permanecer anônimamente sentidas e guardadas no lugar precioso onde tudo que é verdadeiro permanece naturalmente agradecido. Uma conexão indizível. Pode parecer bobo escrever isso aqui, mas sei tbém que é nas entrelinhas que às vzs encontramos o que importa saber ou sentir, e é no silêncio consciente que muitas vzs ele se manifesta. O amor. E as 'plantas' regadas, agradecem.

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