quarta-feira, 29 de abril de 2009

Minha dádiva

T odo dia é dia de Graça para ti

H
oje melhora teu ontem


I nvade teu amanhã com amor

A cada manhã renova o olhar em bondade

G oza da vida com justiça e humildade

O amor seja sempre a medida do teu coração.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cat stevens - Father and Son

Confirmando meu amor para quando souber amar

Aproveito o feriado para passear um pouco no tempo e redescobrir paixões musicais antigas, e entre elas, sobretudo, Cat Stevens. Lembrei do quanto gostava e gosto de sua voz, de suas cançoes e de sua doce carinha...dai começei a refletir sobre escolhas. Abençoadas escolhas!
Cat Stevens já náo é Cat Stevens, é Yusuf Islam. 'Virou' muçulmano e tem outro nome. 'Alice náo mora mais aqui', me diz o filme, e a amiga Sofia - no mundo de Alice.E eu, ainda apaixonadinha por Cat Stevens, agora Yusuf Islam, começei a pensar querendo ser ele, ou melhor, querendo saber o que o fez ser muçulmano, o que o fez tocar como agora toca, vestir o que agora veste,ser como agora é. Daí os pensamentos foram-se abrindo em gomos, e outras pessoas queridas ou nem tanto, foram aparecendo em minha memória; pessoas que tomaram diversos caminhos no 'formato' religioso, e percebo que todos esses caminhos se apresentam com símbolos e adereços que os identificam, às vezes nem tanto, mas quase sempre. Seja o 'sari' das indianas, o rabinho de cabelo dos hare khrisnas, o açafráo nas túnicas dos budistas, o tom mais cinza na dos muçulmanos, os diversos tipos de tocas, barretes ou chapéus e tantas outras coisas que para mim, até bem pouco tempo atrás me fascinavam, porque 'manifestavam' o desejo pelas coisas do sagrado ou do espírito. Funciona quase como um outdoor para anunciar o que se crê. Nossa 'identidade' espiritual. Sugerir aos outros nossa fé, na pior das hipóteses, nosso clubinho.

Hoje, crendo que amo, e querendo seguir amando a Jesus, penso comigo: pôxa...Jesus náo tem nada além da cruz - do crucifixo - para identificá-lo!
Ele é táo pobrinho, náo é representado por nada...uma roupinha legal, umas cores especificas, um corte de cabelo, um véu, umas coisas fashions para criar moda e ser mais desejado, ficar mais atraente... -'Náo, absolutamente, náo! Pára com isso!' digo para mim mesma. Ele náo tem nada porque Ele é tudo! Ele náo tem nada disso porque Ele é tudo isso! Ele náo é embalagem, porque é somente conteúdo!

Ele náo é uma cor, é o arco-íris! Ele náo tem véu, porque rasgou-o em Sua carne. Ele náo é moda porque modas pertencem a um tempo e espaço, e Ele é a Eternidade.
Ele náo tem dietas de comida porque Ele é o Páo da vida. Porque só Ele importa. Só Ele é. Só quem tudo é, náo reclama nada ser - já sendo tudo. Náo precisa 'mostrar' nada, porque já é Revelação. Ele pode aparecer e pode se ocultar, estando sempre presente. E nos amar perdidamente e rir-se de nós que queremos tanto rituais para mostrar o que, às vezes, nem temos. Para ser o que, às vezes, nem somos; para náo reconhecermos que Aquele que chega para ficar e nos tranformar, chega de mansinho, montado apenas num jumentinho. Sem glamour, sem alarde, enquanto olhamos e nos ofuscamos com as cores e adereços de magnitude apenas transitória. (Por incrível que pareça, Dalai Lama me 'alertou' para esse 'fascinio', dizendo que nossa cultura já tem o que precisamos. Isso no caso da seduçao ser pelo 'diferente').
Náo, náo quero modas, quero um modo de vida permanente, náo preciso de um tapetinho (como imagem, é lindo!) para adorá-Lo numa direção, posto que o mundo é estrado de seus pés e Ele é a direção. Náo, náo quero nada além do tudo ofertado por Ele, porque quanto menos eu tiver o que mostrar do lado de fora, mais, com Ele, terei alcançado do lado de dentro; lugar esse, o mais difícil de se embelezar porque ninguém vê, além Dele. Somente Ele, onipresentemente em nós, enxerga. Ninguém vê se verdeiramente amo, ninguém vê se verdadeiramente perdôo. Pilares básicos em qualquer 'religiáo', exceto em Jesus, que abolindo religiões, torna-se Ele mesmo o Amor e o Perdáo, em todos e para todos nós. Simples assim, sem adereços. É abraçar o nada, crendo-se que se abraça o Tudo.

Mas voltando ao inicio, como já disse, continuo apaixonadinha por Cat Stevens, agora Yusuf Islam - mas náo mais
querendo ser ele.
Assalam Aleykum!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Algumas certezas...

Um coração ingrato jamais nada terá.
Não porque nada receba,
mas porque tudo que receber,
nada sempre será...

E ele, faminto, sempre estará.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexta-Feira da Paixáo

Um Deus que desde sempre É e eternamente será, se mostra e se revela, abraça e se deixa abraçar, num tempo e espaço humanos, por pura paixão.
Sim, por que outro motivo estaria Ele, 'hoje', padecendo por nossas burrices e escolhas desastrosas que nos tiram a paz? Só mesmo paixão. E paixão das boas.
Paixão do Bem. Paixão de Cruz. Paixão de Cristo.
Só mesmo um Deus apaixonado vem se assemelhar ao imperfeito para mostrar o caminho da perfeição.
Só mesmo um Pai apaixonado desce aos infernos para resgatar seus filhos desobedientes do poder da morte.
Só mesmo um Filho apaixonado obedece em amor seu Pai, para salvar do inimigo seus irmãos que incessantemente o traem. Sim, só uma grande e verdadeira paixão é capaz do maior discurso amoroso ao longo da eternidade.

Hoje tudo é silencio. Silencio de morte que nos traz a vida. Que reinventa a vida. Que vence a morte. Que nos dá a Paz.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sartre e o Evangelho

Sartre nos diz que o 'Homem está condenado a ser livre'.
Eu digo que o 'Homem está - abençoadamente - condenado a ser livre'. Sim, e é esta liberdade que permite a ele fazer escolhas. No entanto, nenhuma escolha é táo fácil; muitas tornam-se, até, a coisa mais difícil de se fazer na vida, posto que toda escolha implica em abrir máo de algo. Implica em perda. Ainda que seja uma perda benéfica -pois ganhamos algo. Mas náo estamos acostumados a encarar perda como ganho. É contra-senso, afinal, perda é perda e ganho é ganho. Ao menos na lucidez dos vocábulos...

'O inferno sáo os outros', também nos afirma Sartre, e é a mais pura verdade; posto que construimos um mundo dentro de nós onde o outro quase sempre vira senhor de nossa existencia. Nos movemos sob o olhar do outro. Para o bem e para o mal. Ora quero sua aprovaçao - se o respeito ou se o amo; ora quero o direito de odiá-lo confortavelmente, agindo ou pensando contra ele como melhor me aprouver para legitimar minhas verdades. Mas essas verdades, no entanto, têm nascedouro na minha antipatia, portanto, já manipulada pelo outro. É sempre o outro nos norteando para o nosso melhor ou para nosso pior. Viramos sombra ou reflexo... do outro!

Daí vem o Evangelho e me propóe uma única verdade. A verdade do Amor, a verdade de Jesus. O único Outro que é a síntese suprema do bem de todos os outros.
Este sim, pode nos nortear sem nenhum risco de pendularmos para um lado ou para o outro, a mercê de nossas carencias e antipatias. Todas as possibilidades de atalho na verdade deixam de existir no Caminho, onde todos os outros sáo como eu; desejosos de náo mais serem algozes ou reféns. E nosso nosso olhar, náo será mais para o lado, mas para o alto, de onde provém todo o Bem. Nossos modelos e arquétipos náo estaráo mais ao sabor de nossas paixóes tiranizadas pelo olhar do outro, dos big-others da vida, mas do único Olhar que vê para além da eternidade.

Assim, se o inferno é o outro e eu o inferno para o outro, só nos resta abrirmos máo de nosso eu imediato que nos propóe múltiplos eus em múltiplas pulsóes e direçoes em busca de equilíbrio, para nos aproximarmos do portal do Paraíso, onde há descanso numa única escolha que nunca falha, e jamais pode estar errada. A do amor.
Nela cessam todas as divergencias e diferenças culturais ou emocionais, porque o modelo será sempre o do bem supremo. Para nós e para todos os outros.

Mas para isso, é imprescindível a escolha, para que o inferno deixe de ser o outro, mas apenas uma triste lembrança de antes do Paraíso - eu em paz, com o outro.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Náiade e a Lógica

Se hoje é o dia da Mentira
E se hoje é o dia que Náiade morreu,

Entáo, a morte é uma mentira
Logo, minha irmá náo morreu

Mas viva está,
Eternamente...